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ANA CLARA DE REGRESSO AOS PALCOS
Um projecto multidisciplinar que se realizará na cidade do Namibe, entre os dias 1 e 5 de Agosto e também entre os dias 19 a 28 de Setembro em Luanda. Contará com uma performance coreográfica, de Ana Clara e envolve 7 bailarinos e 4 músicos percussionistas com música de Victor Gama. O espectáculo que vai possibilitar a articulação de várias áreas artísticas estender-se-á a uma interacção com o público, de forma dinâmica e surpreendente, transportando-os até ao mundo dos Ogros e do Fantástico imaginado pelo pintor, a partir da oratura popular. Acompanhe em http://oratura.multiply.com |
Enquanto prepara a reabertura da Companhia de Dança Contemporânea de Angola, a coreógrafa e investigadora angolana Ana Clara Guerra Marques , está a trabalhar num projecto multidisciplinar que se realizará na cidade do Namibe, entre os dias 1 e 5 de Agosto e também entre os dias 19 a 28 de Setembro em Luanda.
O evento inaugurado na terra natal do artista plástico Mário Tendinha foi projectado para ter lugar em espaço amplo (Horto municipal no Namibe e Museu de História Natural em Luanda) contará com uma performance coreográfica, de Ana Clara que envolverá 7 bailarinos e 4 músicos percussionistas com música de Victor Gama .
Em duas telas serão projectadas fotografias José Pinto (Tonspi). O desenho e a criação dos figurinos são da autoria de Nuno Guimarães . Esta articulação das várias áreas artísticas estender-se-á a uma interacção com o público, de forma dinâmica e surpreendente, transportando-os até ao mundo dos Ogros e do Fantástico imaginado pelo pintor, a partir da oratura popular.
Ana Clara Guerra Marques que dirigiu a Escola de Dança do Ministério da Cultura desde o ano de 1978, fundou em 1991 a primeira companhia de dança profissional de Angola – a Companhia de Dança Contemporânea (CDC) – com a qual introduziu a dança contemporânea no nosso país, o que lhe tem valido a justa designação de pioneira da dança contemporânea angolana. Foi com a CDC que se divulgou este novo género da dança angolana no mundo, através de diversas peças assinadas pela autora e bem conhecidas do público angolano, tais como «Agora não dá! Tou a bumbar!...», «Palmas, por favor!», «Imagem e Movimento», «A propósito de Lweji», «Mea Culpa», «Uma frase qualquer e outras... frases», «Os quadros do verso vetusto», entre muitas outras. Possuidora de um vasto currículo profissional, Ana Clara, Mestre em Performance Artística – Dança, prepara actualmente o seu doutoramento nesta mesma área e há anos que se vem dedicando à investigação na área das danças patrimoniais angolanas. Quadro superior do Ministério da Cultura de Angola, presentemente a trabalhar na reforma do ensino artístico em Angola, é ainda membro individual do Conselho Internacional da Dança da UNESCO, tendo ganho o Prémio Nacional de Cultura e Artes em 2006.
ORATURA... DOS OGROS...E DO FANTÁSTICO...
(Um projecto de Mário Tendinha)
Pintura : Mário Tendinha
Performance Coreográfica : Ana Clara Guerra Marques
Fotografia : José Pinto
A literatura oral é, ainda hoje, um importante suporte sócio-cultural entre os povos, nomeadamente em Angola. A sua transmissão por via geracional determina a sua essência efémera, onde alguns dos seus elementos acabam por se diluir ou mesmo perder.
Com base num conjunto de contos da tradição oral angolana, dos diferentes grupos etno-linguísticos do país (lunda, tucokwe, ovimbundu, herero, ambo, vatwa, nyaneka, bakongo, umbundu, etc.) recolhidos por vários estudiosos e compilados pelo Professor Doutor Américo Correia de Oliveira, serão elaboradas 10 telas gigantes que darão forma e perpetuarão algumas das principais personagens do fantástico angolano.
Assim, o projecto “Oratura – dos Ogros... e do Fantástico...” surge de uma reflexão amadurecida com o tempo e da vontade de criar, através das artes visuais (neste caso, a pintura, a dança e a fotografia), uma linguagem experimental e uma proposta estética que estimule e inquiete o público.
A originalidade desta exposição estará, pois, no facto dela não pretender fazer a releitura dos contos, mas recuperar algumas figuras do imaginário tradicional angolano, associando-se, para o efeito, a outras formas artísticas. Ao propor novos olhares e diferentes leituras, pretende-se contribuir para um enriquecimento e salvaguarda desse património oral. Este projecto tem o alto patrocínio do Ministério da Cultura e do Governo da Província do Namibe e conta com o apoio financeiro da Toyota de Angola e do Grupo António Mosquito, seus patrocinadores exclusivos.
Para que um público mais alargado possa acompanhar o desenvolvimento do projecto, existe um sítio na Internet para a publicação de notícias, fotos, vídeos, entre outro material, e onde se poderão também registar sugestões, opiniões e comentários.
http://oratura.multiply.com

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